Da compra de serviços à parceria pela vida: autogestões e hospitais pelo cuidado
Da compra de serviços à parceria pela vida: autogestões e hospitais pelo cuidado. Entre 8 e 10 de setembro, participei, representando a SIM – Caixa de Assistência à Saúde, da 2ª Imersão Internacional UNIDAS, em Buenos Aires. A programação permitiu conhecer experiências do Hospital Italiano de Buenos Aires (HIBA) e discutir caminhos para a organização da assistência nas autogestões. A visita trouxe referências importantes e, principalmente, uma reflexão sobre a relação entre operadoras e prestadores de serviços de saúde. Durante décadas, a saúde suplementar consolidou uma lógica em que operadoras e hospitais ocupam lados diferentes da mesa: de um lado, quem contrata os serviços; de outro, quem os presta e fatura. Para a SIM, essa relação pode avançar para um modelo em que autogestões e hospitais também atuem de forma coordenada no cuidado de uma população. A experiência do Hospital Italiano reforça essa reflexão. O principal aprendizado não está em possuir hospitais, médicos ou tecnologia, mas na capacidade de integrar assistência, informação e gestão em torno da pessoa. Integrar não significa necessariamente possuir toda a estrutura. Significa coordenar melhor o cuidado. Essa perspectiva é especialmente relevante para as autogestões. Individualmente, muitas atendem populações menores. A cooperação pode criar condições para compartilhar conhecimento, desenvolver protocolos e organizar relações estratégicas com prestadores, respeitando as características e responsabilidades de cada entidade. As autogestões conhecem a trajetória de seus beneficiários, seus fatores de risco, condições crônicas, utilização dos serviços e necessidades de acompanhamento. Os hospitais, por sua vez, concentram informações e conhecimento sobre episódios de maior complexidade. Aproximar essas duas perspectivas pode contribuir para um cuidado mais coordenado. Em vez de discutir apenas quanto custa determinado procedimento, é possível acrescentar outra pergunta: que resultados podemos construir juntos para essa população? Na prática, essa relação pode envolver protocolos assistenciais, troca segura de informações e indicadores, planejamento da alta desde a internação, acompanhamento de reinternações e complicações, conexão entre hospital e Atenção Primária à Saúde (APS) e avaliação dos resultados do cuidado. Modelos de remuneração também podem considerar, além dos procedimentos realizados, critérios relacionados à qualidade e aos resultados assistenciais. Para a SIM, essa discussão ganha ainda mais sentido quando construída em conjunto com outras autogestões. Não é necessário ser proprietário de toda a estrutura assistencial para participar ativamente da coordenação do cuidado. É possível desenvolver relações com hospitais e outros prestadores que considerem qualidade, integração e acompanhamento de resultados. Esse foi um dos principais pontos que trouxe da experiência em Buenos Aires: conhecer outros modelos não significa reproduzi-los, mas identificar práticas que possam ser analisadas e adaptadas à realidade das autogestões e às necessidades dos beneficiários. Nosso objetivo não é simplesmente financiar assistência médica. É contribuir para alongar a vida das pessoas de forma saudável. E, para isso, permanece atual uma convicção que está na essência da SIM: Um nada faz. É o conjunto que opera. Alfeu Luiz AbreuDiretor Executivo Sempre que precisar, o beneficiário pode contar com a Central de Atendimento da SIM para informações, orientações e esclarecimento de dúvidas. O contato pode ser feito pelo telefone e WhatsApp 0800 642 9200 ou pelo e-mail central@simplanodesaude.com.br
Entre 8 e 10 de setembro, participei, representando a SIM – Caixa de Assistência à Saúde, da 2ª Imersão Internacional UNIDAS, em Buenos Aires. A programação permitiu conhecer experiências do Hospital Italiano de Buenos Aires (HIBA) e discutir caminhos para a organização da assistência nas autogestões. A visita trouxe referências importantes e, principalmente, uma reflexão sobre a relação entre operadoras e prestadores de serviços de saúde.
Durante décadas, a saúde suplementar consolidou uma lógica em que operadoras e hospitais ocupam lados diferentes da mesa: de um lado, quem contrata os serviços; de outro, quem os presta e fatura. Para a SIM, essa relação pode avançar para um modelo em que autogestões e hospitais também atuem de forma coordenada no cuidado de uma população.
A experiência do Hospital Italiano reforça essa reflexão. O principal aprendizado não está em possuir hospitais, médicos ou tecnologia, mas na capacidade de integrar assistência, informação e gestão em torno da pessoa. Integrar não significa necessariamente possuir toda a estrutura. Significa coordenar melhor o cuidado.
Essa perspectiva é especialmente relevante para as autogestões. Individualmente, muitas atendem populações menores. A cooperação pode criar condições para compartilhar conhecimento, desenvolver protocolos e organizar relações estratégicas com prestadores, respeitando as características e responsabilidades de cada entidade.
As autogestões conhecem a trajetória de seus beneficiários, seus fatores de risco, condições crônicas, utilização dos serviços e necessidades de acompanhamento. Os hospitais, por sua vez, concentram informações e conhecimento sobre episódios de maior complexidade. Aproximar essas duas perspectivas pode contribuir para um cuidado mais coordenado.
Em vez de discutir apenas quanto custa determinado procedimento, é possível acrescentar outra pergunta: que resultados podemos construir juntos para essa população?
Na prática, essa relação pode envolver protocolos assistenciais, troca segura de informações e indicadores, planejamento da alta desde a internação, acompanhamento de reinternações e complicações, conexão entre hospital e Atenção Primária à Saúde (APS) e avaliação dos resultados do cuidado. Modelos de remuneração também podem considerar, além dos procedimentos realizados, critérios relacionados à qualidade e aos resultados assistenciais.
Para a SIM, essa discussão ganha ainda mais sentido quando construída em conjunto com outras autogestões. Não é necessário ser proprietário de toda a estrutura assistencial para participar ativamente da coordenação do cuidado. É possível desenvolver relações com hospitais e outros prestadores que considerem qualidade, integração e acompanhamento de resultados.
Esse foi um dos principais pontos que trouxe da experiência em Buenos Aires: conhecer outros modelos não significa reproduzi-los, mas identificar práticas que possam ser analisadas e adaptadas à realidade das autogestões e às necessidades dos beneficiários.
Nosso objetivo não é simplesmente financiar assistência médica. É contribuir para alongar a vida das pessoas de forma saudável.
E, para isso, permanece atual uma convicção que está na essência da SIM: Um nada faz. É o conjunto que opera.
Alfeu Luiz Abreu Diretor Executivo
Sempre que precisar, o beneficiário pode contar com a Central de Atendimento da SIM para informações, orientações e esclarecimento de dúvidas. O contato pode ser feito pelo telefone e WhatsApp 0800 642 9200 ou pelo e-mail central@simplanodesaude.com.br
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