Viver mais e melhor: como preparar a saúde para uma população cada vez mais longeva?
Viver mais e melhor: como preparar a saúde para uma população cada vez mais longeva?. O aumento da expectativa de vida traz novas demandas para os sistemas de saúde. Além de ampliar o acesso aos serviços, é necessário desenvolver estratégias que permitam acompanhar as pessoas ao longo dos anos, prevenir doenças e oferecer um cuidado integrado, considerando as necessidades de cada fase da vida. No terceiro artigo da série Saúde que gera valor, Mariana Leandro dos Santos, gerente de Expansão e Rede Assistencial da SIM, apresenta uma reflexão sobre como a saúde suplementar pode se preparar para uma população cada vez mais longeva. A gestora destaca a importância da Atenção Primária à Saúde (APS), da coordenação do cuidado e da integração entre profissionais e serviços para que viver mais também signifique viver melhor: Estamos vivendo mais. Essa é uma excelente notícia. Mas, para quem está na gestão em saúde, a longevidade também traz uma responsabilidade enorme: não podemos discutir apenas quantos anos as pessoas viverão. Precisamos discutir como elas viverão esses anos e como os sistemas de saúde estarão preparados para acompanhá-las. Essa realidade muda a forma de pensar um plano de saúde. Um modelo baseado somente em atender quando a doença aparece será cada vez menos suficiente. Na gestão, quanto mais conhecemos a população que cuidamos, maior é a possibilidade de agir antes que o beneficiário chegue a uma situação de maior complexidade. É nesse momento que prevenção e coordenação do cuidado deixam de ser apenas conceitos e passam a fazer diferença na prática. Precisamos identificar riscos, estimular prevenção, acompanhar condições crônicas e integrar profissionais e serviços. Mas, principalmente, precisamos evitar que cada contato do beneficiário com o sistema de saúde seja tratado como um episódio isolado. É por isso que acredito tanto no cuidado integrado. A Atenção Primária tem um papel fundamental nessa construção, mas ela não caminha sozinha. Para funcionar, precisa estar conectada a uma rede qualificada, informação, programas de saúde e mecanismos de coordenação ao longo de toda a jornada. E esse talvez seja um dos maiores desafios da gestão: fazer com que diferentes profissionais, serviços e níveis de atenção deixem de funcionar como partes isoladas e passem a fazer sentido dentro de uma mesma jornada de cuidado. Quando conseguimos conectar esses pontos, começamos a sair de uma lógica de assistência fragmentada para uma lógica de cuidado. E há uma diferença enorme entre as duas. Para mim, esse será um dos grandes desafios — e também uma das grandes oportunidades — da saúde suplementar nos próximos anos: não apenas contribuir para que as pessoas vivam mais. Mas construir modelos de cuidado que ajudem as pessoas a viver mais e melhor. Saúde que gera valor | Por Mariana SantosReflexões sobre pessoas, cuidado, redes e sustentabilidade em saúde. Sempre que precisar, o beneficiário pode contar com a Central de Atendimento da SIM para informações, orientações e esclarecimento de dúvidas. O contato pode ser feito pelo telefone e WhatsApp 0800 642 9200 ou pelo e-mail central@simplanodesaude.com.br
O aumento da expectativa de vida traz novas demandas para os sistemas de saúde. Além de ampliar o acesso aos serviços, é necessário desenvolver estratégias que permitam acompanhar as pessoas ao longo dos anos, prevenir doenças e oferecer um cuidado integrado, considerando as necessidades de cada fase da vida.
No terceiro artigo da série Saúde que gera valor, Mariana Leandro dos Santos, gerente de Expansão e Rede Assistencial da SIM, apresenta uma reflexão sobre como a saúde suplementar pode se preparar para uma população cada vez mais longeva. A gestora destaca a importância da Atenção Primária à Saúde (APS), da coordenação do cuidado e da integração entre profissionais e serviços para que viver mais também signifique viver melhor:
Estamos vivendo mais.
Essa é uma excelente notícia.
Mas, para quem está na gestão em saúde, a longevidade também traz uma responsabilidade enorme: não podemos discutir apenas quantos anos as pessoas viverão. Precisamos discutir como elas viverão esses anos e como os sistemas de saúde estarão preparados para acompanhá-las.
Essa realidade muda a forma de pensar um plano de saúde.
Um modelo baseado somente em atender quando a doença aparece será cada vez menos suficiente.
Na gestão, quanto mais conhecemos a população que cuidamos, maior é a possibilidade de agir antes que o beneficiário chegue a uma situação de maior complexidade. É nesse momento que prevenção e coordenação do cuidado deixam de ser apenas conceitos e passam a fazer diferença na prática.
Precisamos identificar riscos, estimular prevenção, acompanhar condições crônicas e integrar profissionais e serviços.
Mas, principalmente, precisamos evitar que cada contato do beneficiário com o sistema de saúde seja tratado como um episódio isolado.
É por isso que acredito tanto no cuidado integrado.
A Atenção Primária tem um papel fundamental nessa construção, mas ela não caminha sozinha. Para funcionar, precisa estar conectada a uma rede qualificada, informação, programas de saúde e mecanismos de coordenação ao longo de toda a jornada.
E esse talvez seja um dos maiores desafios da gestão: fazer com que diferentes profissionais, serviços e níveis de atenção deixem de funcionar como partes isoladas e passem a fazer sentido dentro de uma mesma jornada de cuidado.
Quando conseguimos conectar esses pontos, começamos a sair de uma lógica de assistência fragmentada para uma lógica de cuidado.
E há uma diferença enorme entre as duas.
Para mim, esse será um dos grandes desafios — e também uma das grandes oportunidades — da saúde suplementar nos próximos anos:
não apenas contribuir para que as pessoas vivam mais.
Mas construir modelos de cuidado que ajudem as pessoas a viver mais e melhor.
Saúde que gera valor | Por Mariana Santos Reflexões sobre pessoas, cuidado, redes e sustentabilidade em saúde.
Sempre que precisar, o beneficiário pode contar com a Central de Atendimento da SIM para informações, orientações e esclarecimento de dúvidas. O contato pode ser feito pelo telefone e WhatsApp 0800 642 9200 ou pelo e-mail central@simplanodesaude.com.br
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