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SIM Plano de Saude

Gestão 30 de outubro de 2026 11

Viver mais e melhor: como preparar a saúde para uma população cada vez mais longeva?

O aumento da expectativa de vida traz novas demandas para os sistemas de saúde. Além de ampliar o acesso aos serviços, é necessário desenvolver estratégias que permitam acompanhar as pessoas ao longo dos anos, prevenir doenças e oferecer um cuidado integrado, considerando as necessidades de cada fase da vida.

No terceiro artigo da série Saúde que gera valor, Mariana Leandro dos Santos, gerente de Expansão e Rede Assistencial da SIM, apresenta uma reflexão sobre como a saúde suplementar pode se preparar para uma população cada vez mais longeva. A gestora destaca a importância da Atenção Primária à Saúde (APS), da coordenação do cuidado e da integração entre profissionais e serviços para que viver mais também signifique viver melhor:

Estamos vivendo mais.

Essa é uma excelente notícia.

Mas, para quem está na gestão em saúde, a longevidade também traz uma responsabilidade enorme: não podemos discutir apenas quantos anos as pessoas viverão. Precisamos discutir como elas viverão esses anos e como os sistemas de saúde estarão preparados para acompanhá-las.

Essa realidade muda a forma de pensar um plano de saúde.

Um modelo baseado somente em atender quando a doença aparece será cada vez menos suficiente.

Na gestão, quanto mais conhecemos a população que cuidamos, maior é a possibilidade de agir antes que o beneficiário chegue a uma situação de maior complexidade. É nesse momento que prevenção e coordenação do cuidado deixam de ser apenas conceitos e passam a fazer diferença na prática.

Precisamos identificar riscos, estimular prevenção, acompanhar condições crônicas e integrar profissionais e serviços.

Mas, principalmente, precisamos evitar que cada contato do beneficiário com o sistema de saúde seja tratado como um episódio isolado.

É por isso que acredito tanto no cuidado integrado.

A Atenção Primária tem um papel fundamental nessa construção, mas ela não caminha sozinha. Para funcionar, precisa estar conectada a uma rede qualificada, informação, programas de saúde e mecanismos de coordenação ao longo de toda a jornada.

E esse talvez seja um dos maiores desafios da gestão: fazer com que diferentes profissionais, serviços e níveis de atenção deixem de funcionar como partes isoladas e passem a fazer sentido dentro de uma mesma jornada de cuidado.

Quando conseguimos conectar esses pontos, começamos a sair de uma lógica de assistência fragmentada para uma lógica de cuidado.

E há uma diferença enorme entre as duas.

Para mim, esse será um dos grandes desafios — e também uma das grandes oportunidades — da saúde suplementar nos próximos anos:

não apenas contribuir para que as pessoas vivam mais.

Mas construir modelos de cuidado que ajudem as pessoas a viver mais e melhor.

Saúde que gera valor | Por Mariana Santos
Reflexões sobre pessoas, cuidado, redes e sustentabilidade em saúde.

Sempre que precisar, o beneficiário pode contar com a Central de Atendimento da SIM para informações, orientações e esclarecimento de dúvidas. O contato pode ser feito pelo telefone e WhatsApp 0800 642 9200 ou pelo e-mail central@simplanodesaude.com.br 

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