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SIM Plano de Saude

Gestão 30 de setembro de 2026 124

30 de setembro de 1986: o registro de nascimento da SIM

Confira o infográfico clicando aqui

Quando o coletivo decidiu cuidar da vida

Toda grande história começa antes do primeiro registro oficial. Antes da certidão. Antes do papel timbrado.

A história da SIM – Caixa de Assistência à Saúde é assim.

Quando recebeu sua certidão de nascimento, em 30 de setembro de 1986, a SIM já estava viva. Já respirava, cuidava, atendia e transformava realidades. O registro formal apenas reconheceu o que já existia: um projeto coletivo sólido, maduro e profundamente humano.

A SIM foi concebida em 27 de fevereiro de 1986. Ela nasceu de uma ação coordenada e visionária dos dirigentes da FUSESC, sob a liderança de Aloysio Gentil Costa, em conjunto com o Professor Carlos Passoni Junior, então presidente do Sistema CODESC e do BESC.

Naquele momento, não se desenhava apenas uma estrutura assistencial. Desenhava-se um pacto social. Era uma resposta concreta às limitações do sistema público da época e à necessidade de segurança real em saúde para milhares de trabalhadores e suas famílias.

E a SIM não esperou nascer para agir.

Em 31 de março de 1986, pouco mais de um mês após sua concepção, a SIM assinou o primeiro Contrato Confederativo com o Sistema UNIMED. O marco histórico teve como testemunha simbólica o fundador do Sistema UNIMED no Brasil, Dr. Edmundo Castilho. Era o sinal claro de que o sonho não era improviso. Era sério, estruturado e feito para permanecer.

Em 25 de abril, veio o primeiro débito em conta de associados e beneficiários. O gesto era simples na forma e gigantesco no significado: ali começava, na prática, o mutualismo solidário.

Em 1º de maio de 1986, a SIM iniciou oficialmente sua operação assistencial. Passou a atender 25 mil associados e beneficiários, com cobertura ampla, organizada e digna.

O registro formal só chegaria meses depois, em setembro. Mas a SIM já era realidade.

Desde o início, a SIM foi forjada por princípios fortes: retidão, espírito agregador e profunda responsabilidade social. Nossa gestão sempre se orientou pelo “ser”, e não pelo “ter”. A maioria esmagadora dos nossos beneficiários só tinha acesso a tratamentos médicos, exames, internações e cuidados continuados graças à força do coletivo.

Desse espírito nasceram expressões que passaram de geração em geração e se tornaram identidade:

“Um pouco de cada um para viabilizar a saúde de todos.”
“Um nada faz. É o conjunto que opera.”

Essas frases não são retórica. São a tradução viva do mutualismo. Sozinhos, somos frágeis. Juntos, construímos proteção, dignidade e futuro.

O Estatuto da SIM, aprovado em 1986, consolidou essa visão com clareza e coragem. Ele definiu a SIM como Caixa de Assistência sem fins lucrativos. Estabeleceu governança formal, regras transparentes, separação rigorosa de patrimônios, responsabilidade dos dirigentes e vedação absoluta à distribuição de resultados. Também criou um modelo de custeio solidário, compartilhado entre patrocinadoras, associados ativos e aposentados. Com isso, antecipou em décadas os princípios que hoje fundamentam a regulação das autogestões em saúde.

Nada foi improvisado. Nada foi acidental.

A SIM nasceu como patrimônio coletivo, construída para durar. E durou.

Salvou vidas. Tratou doenças desde o início. Prolongou existências com qualidade. Esteve presente nos momentos mais delicados de milhares de famílias. Tornou-se parte da história de gerações inteiras, e seguirá sendo.

Celebrar 30 de setembro de 1986 é celebrar o reconhecimento formal de algo muito maior. É celebrar a coragem de quem acreditou no coletivo. É honrar quem construiu, manteve e confiou. E é, sobretudo, renovar nosso compromisso com o futuro.

A SIM tem muito a oferecer à geração atual. E ainda mais às que virão.

Mas isso só será possível se permanecermos fiéis ao que nos trouxe até aqui: solidariedade, responsabilidade, governança, humanidade e confiança no coletivo.

Que este registro de nascimento não seja apenas uma lembrança do passado. Que seja um chamado permanente para seguirmos juntos.

Porque, como sempre soubemos: sozinho, ninguém faz. É o conjunto que opera.

Alfeu Luiz Abreu
Diretor Executivo – SIM

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