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SIM Plano de Saude

Notícias 07 de agosto de 2026 301

BESC, uma trajetória que continua viva na memória de Santa Catarina

Da esquerda para a direita: os primeiros empregados contratados do BESC, Ewaldo Moritz, Maurício Rousseau, Napoleão Xavier do Amarante, Alcídio José Alves, José Pedro Gil, Clovis Wilmar Silva, Alcides Abreu, Marília Büchele, Nilza Fernandes, Cecília Medeiros, João José de Cupertino Medeiros, José Elias, Maurílio Santos, João Abraham Neto e Félix Kleis. Danubio Mello não pôde participar da fotografia por motivo de força maior.

A história do Banco do Estado de Santa Catarina (BESC) se confunde com a própria história do desenvolvimento catarinense. Criado em um período de profundas transformações econômicas e sociais, o banco nasceu para ampliar o acesso ao crédito, incentivar investimentos e apoiar o crescimento do Estado. Ao longo de quase cinco décadas de atuação, participou da construção de obras estruturantes, fortaleceu a agricultura, a indústria e o comércio, chegou aos municípios onde nenhuma outra instituição financeira estava presente e marcou a trajetória de milhares de catarinenses. Parte desse legado permanece vivo até hoje por meio da SIM – Caixa de Assistência à Saúde e da FUSESC, instituições que têm suas origens nessa história comum.

Para o Diretor Executivo da SIM, Alfeu Luiz Abreu, preservar essa memória significa reconhecer o trabalho de milhares de pessoas que ajudaram a construir Santa Catarina. “O BESC foi muito mais do que uma instituição financeira. Ele representou um projeto de desenvolvimento para o Estado e deixou um legado que continua presente nas pessoas, nas instituições e nas histórias que atravessam gerações.”

Os primeiros passos de uma história de desenvolvimento:

A trajetória do BESC começou antes mesmo da inauguração da instituição. Sua criação foi resultado de um conjunto de iniciativas voltadas ao planejamento do desenvolvimento catarinense, em um período em que o Estado buscava ampliar sua capacidade de investimento, fortalecer a infraestrutura e criar mecanismos de financiamento para impulsionar a economia. A linha do tempo a seguir reúne os principais marcos dessa história, desde a concepção do banco até sua transformação em um dos protagonistas do desenvolvimento de Santa Catarina.

1959–1960 | O diagnóstico do futuro

No fim da década de 1950, Santa Catarina respondia por cerca de 2,6% da riqueza nacional e contava com aproximadamente 100 megawatts de capacidade instalada de energia. Nesse contexto, o economista Alcides Abreu, idealizador e articulador técnico da proposta, e o governador Celso Ramos lideraram o I Seminário Socioeconômico, que percorreu os 102 municípios catarinenses para identificar as principais necessidades do Estado.

Desse trabalho surgiu o Plano de Metas do Governo (Plameg), que passou a orientar os investimentos públicos e serviu de base para a criação de instrumentos voltados ao desenvolvimento econômico de Santa Catarina.

27 de maio de 1961 | A criação do BDE

A Lei nº 2.719 autorizou a criação do Banco de Desenvolvimento do Estado de Santa Catarina (BDE). A legislação estabeleceu que entre 3% e 5% da receita ordinária do Estado seriam destinados, anualmente, ao capital da instituição.

O objetivo era criar um banco público voltado ao financiamento de investimentos capazes de impulsionar o desenvolvimento econômico catarinense.

15 de janeiro de 1962 | A constituição do Banco

Na Assembleia de Constituição do BDE, o governador Celso Ramos definiu a nova instituição como “uma imposição do progresso catarinense”, destacando sua importância para ampliar a capacidade de investimento do Estado.

Paralelamente, o Governo de Santa Catarina trabalhou para obter a Carta Patente, concedida em 14 de junho de 1962, autorização necessária para o início das atividades do banco. O processo ocorreu em um cenário de resistência à criação de bancos públicos estaduais, tornando essa conquista um marco importante para Santa Catarina.

21 de julho de 1962 | A inauguração do BDE

O Banco de Desenvolvimento do Estado de Santa Catarina abriu oficialmente suas portas na Praça XV de Novembro, nº 1, em Florianópolis, iniciando suas atividades com 15 funcionários pioneiros.

Na cerimônia de inauguração, o governador Celso Ramos fez um pronunciamento que ficou conhecido pelo trecho “Como Hoje”, no qual apresentou sua visão sobre os desafios enfrentados pela população catarinense e o papel que o banco desempenharia no desenvolvimento do Estado. O discurso será reproduzido ao final desta matéria, como registro histórico desse momento.

1962–1969 | Financiando o desenvolvimento catarinense

Nos primeiros anos de atuação, o BDE participou diretamente da execução do Plano de Metas do Governo, financiando aproximadamente 33% dos investimentos do Plameg I e 67% do Plameg II.

Entre as iniciativas apoiadas nesse período estão a Termelétrica Jorge Lacerda, a expansão da Celesc para o interior do Estado, além de investimentos voltados à modernização da agricultura e da indústria catarinense.

29 de abril de 1969 | Nasce o BESC

Com a Reforma Bancária, o BDE passou a atuar como banco comercial e adotou oficialmente a denominação Banco do Estado de Santa Catarina S.A. (BESC).

A mudança ampliou sua atuação no sistema financeiro nacional, mantendo o compromisso com o financiamento do desenvolvimento econômico e social de Santa Catarina.

1970–1990 | Expansão e presença em Santa Catarina

Nas décadas de 1970 e 1990, o BESC ampliou significativamente sua atuação e consolidou-se como um conglomerado financeiro, com subsidiárias voltadas a diferentes áreas de atuação.

Entre elas estavam a BESCREDI, dedicada ao crédito direto ao consumidor e ao apoio aos pequenos empreendedores; a BESCRI, voltada ao financiamento habitacional; e a BESCVAL e BESCAM, que atuavam no mercado de capitais e de câmbio, apoiando o desenvolvimento da economia catarinense.

Nesse período, o banco expandiu sua rede para todo o Estado, chegando a manter agências em todos os municípios catarinenses e presença em cerca de 150 cidades onde não havia atuação de bancos privados. Ao longo dessas décadas, participou do financiamento de obras de infraestrutura, como a Ponte Colombo Salles, apoiou cooperativas, pequenos produtores rurais, empreendimentos industriais e iniciativas que contribuíram para o desenvolvimento econômico de Santa Catarina.

1999–2008 | Federalização e incorporação

Após enfrentar as transformações econômicas das décadas de 1980 e 1990, o BESC passou pelo processo de federalização por meio do Programa de Incentivo à Redução do Setor Público Estadual na Atividade Bancária (PROES), em 1999.

Em 30 de setembro de 2008, foi aprovada a incorporação do BESC ao Banco do Brasil, encerrando um ciclo de 47 anos de atuação como instituição financeira estadual. Embora tenha deixado de existir como pessoa jurídica, sua contribuição para o desenvolvimento catarinense permanece presente em obras, empresas, cooperativas, instituições e na memória de milhares de pessoas que fizeram parte dessa trajetória.

As pessoas que construíram essa história

Ao longo de sua trajetória, o BESC foi resultado do trabalho de milhares de empregados que atuaram nas agências, na Direção-Geral e em diferentes áreas da instituição. Foram caixas, escriturários, gerentes, técnicos e dirigentes que contribuíram para levar o banco a todas as regiões de Santa Catarina e consolidar sua atuação no desenvolvimento do Estado.

Para o Diretor Executivo da SIM, Alfeu Luiz Abreu, preservar essa memória significa reconhecer o papel dessas pessoas na construção de uma instituição que marcou a história catarinense. “O legado do BESC não está apenas nas obras financiadas ou nos indicadores econômicos. Ele permanece vivo nas pessoas que dedicaram sua vida profissional à instituição e que ajudaram a construir uma cultura de compromisso, cooperação e desenvolvimento que continua inspirando as instituições que nasceram dessa história”, diz.

Entre esses profissionais está Nilza Fernandes, integrante do grupo dos primeiros empregados contratados pelo BESC. Ao longo de sua carreira, tornou-se referência na área de Crédito Rural, contribuindo para ampliar o acesso de produtores rurais às linhas de financiamento que impulsionaram a agricultura catarinense.

Posteriormente, Nilza também exerceu a função de Diretora Eleita da FUSESC e da SIM, mantendo seu compromisso com a proteção social, a previdência complementar e a assistência à saúde. Sua trajetória representa o trabalho desenvolvido por milhares de profissionais que ajudaram a construir a história do BESC e das instituições que tiveram origem nesse legado.

Um legado que inspira o futuro

Mais de seis décadas após sua criação, a história do BESC continua presente na memória de seus ex-empregados, participantes, assistidos e beneficiários. Para Alfeu Luiz Abreu, recordar essa trajetória significa reconhecer a importância de uma instituição que contribuiu para transformar Santa Catarina e preservar um patrimônio construído por gerações de trabalhadores.

“Preservar essa memória é reconhecer as pessoas que ajudaram a construir essa história e garantir que as futuras gerações conheçam a importância que o BESC teve para o desenvolvimento de Santa Catarina. Mais do que recordar o passado, esse é um compromisso com a nossa identidade e com o futuro”, conta Abreu.

Espaço de Memória do BESC

A publicação da primeira homenagem ao aniversário de fundação do BESC despertou uma grande mobilização entre ex-empregados, participantes e beneficiários. Fotografias, recortes de jornais, documentos e relatos começaram a chegar à SIM, demonstrando que a história do banco permanece viva na memória de quem ajudou a construí-la.

Mais do que uma instituição financeira, o BESC representou uma comunidade formada por pessoas que compartilharam desafios, conquistas e uma forte relação de companheirismo. Nas agências, na Direção-Geral e nas diversas regiões de Santa Catarina, o trabalho caminhou lado a lado com a convivência, fortalecida por encontros regionais, eventos, atividades esportivas e momentos de integração que marcaram gerações de empregados.

Para o Diretor Executivo da SIM, Alfeu Luiz Abreu, preservar essas lembranças significa reconhecer a contribuição de milhares de profissionais para o desenvolvimento do Estado. “A história do BESC continua viva porque permanece nas pessoas. Cada fotografia, documento ou lembrança compartilhada ajuda a preservar um patrimônio construído coletivamente e permite que as futuras gerações conheçam a importância dessa instituição para Santa Catarina”, explica.

Inspirada por essa participação espontânea, a SIM criou o Espaço de Memória do BESC, um ambiente virtual dedicado à preservação da história da instituição e das pessoas que fizeram parte dessa trajetória.

O objetivo é reunir registros que contem essa história sob diferentes perspectivas, formando um acervo colaborativo que represente a diversidade de experiências vividas ao longo de quase cinco décadas de atuação do banco. Entre os materiais que podem ser compartilhados estão:

  • Fotografias das agências, da Direção-Geral, das equipes de trabalho e do atendimento aos clientes;
  • Registros de confraternizações, eventos regionais, atividades esportivas e celebrações realizadas ao longo dos anos;
  • Documentos históricos, reportagens, correspondências e outros materiais relacionados ao BESC;
  • Histórias, depoimentos e lembranças que ajudem a preservar a memória da instituição e das pessoas que fizeram parte dela.

Os materiais podem ser enviados por meio do Espaço de Memória do BESC, disponível no link:

https://drive.google.com/drive/u/0/folders/1aikii9Ae2-BjQ5Bk7Yb1WqL00Vlo-ty3

A iniciativa busca reunir, organizar e preservar esse patrimônio histórico, permitindo que fotografias, documentos e relatos permaneçam acessíveis às futuras gerações e contribuam para manter viva a memória de uma instituição que participou do desenvolvimento de Santa Catarina.

Como hoje

Ao inaugurar o Banco de Desenvolvimento do Estado de Santa Catarina (BDE), em 21 de julho de 1962, o governador Celso Ramos sintetizou, em seu pronunciamento, o contexto social e econômico que motivou a criação da instituição. Mais de seis décadas depois, suas palavras permanecem como um importante registro histórico daquele momento e ajudam a compreender o propósito que deu origem ao banco.

Há miséria nas ruas. Há pobreza nos lares. Há tristeza nos espíritos. Há amargura nos corações. Há sofrimento. Há os que se alquebram no trabalho da terra que nunca lhes pertencerá. Há os que produzem sem incorporar nada ao seu patrimônio, fazendo ainda maior o patrimônio alheio. Há os que não produzem sequer para saldar os débitos contraídos, que somam juros sobre juros. Há empresários pequenos que desanimam e adicionam o seu insucesso ao insucesso dos que fracassaram por falta de assistência e compreensão. Há ímpetos de buscar soluções extremas pelo desespero de encontrar as que seriam humanas e devidas.

Trecho do discurso do governador Celso Ramos na inauguração do BDE, em 21 de julho de 1962.

Mais de sessenta anos depois, a trajetória do BESC permanece viva na memória de milhares de catarinenses. Preservar essa história significa reconhecer o trabalho das pessoas que ajudaram a construir uma instituição comprometida com o desenvolvimento de Santa Catarina e manter esse legado acessível às futuras gerações. É com esse propósito que a SIM reafirma seu compromisso de preservar e compartilhar essa memória por meio do Espaço de Memória do BESC, fortalecendo os laços que continuam unindo essa comunidade.

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