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SIM Plano de Saude

Destaque 11 de setembro de 2026 14

Experiência internacional aproxima a SIM de novas práticas em saúde e gestão

Conhecer modelos que acompanham o paciente ao longo da vida, integram diferentes serviços de saúde e utilizam informações para antecipar necessidades foi parte da agenda acompanhada pela SIM – Caixa de Assistência à Saúde na 2ª Imersão Internacional UNIDAS, realizada de 8 a 10 de setembro, em Buenos Aires, na Argentina. A Instituição foi representada pelo Diretor Executivo, Alfeu Luiz Abreu, em uma programação voltada à troca de experiências entre lideranças das autogestões brasileiras e especialistas em saúde.

A Imersão reuniu mais de 40 lideranças e teve como principal referência o Hospital Italiano de Buenos Aires (HIBA). Durante três dias, os participantes conheceram a organização de um sistema que reúne plano de saúde próprio, Atenção Primária, centros médicos, especialistas, assistência hospitalar de alta complexidade, cuidado domiciliar, prontuário eletrônico e gestão de dados. Representantes da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) também participaram das discussões.

Entre os temas que mais se aproximam do modelo assistencial desenvolvido pela SIM está a Atenção Primária à Saúde (APS). No HIBA, o médico de família acompanha a trajetória do paciente e contribui para organizar seu acesso aos diferentes serviços. A integração das informações permite que o histórico de saúde acompanhe a pessoa entre a Atenção Primária, especialistas, hospital e assistência domiciliar, reduzindo a fragmentação do atendimento.

Para Alfeu Luiz Abreu, Diretor Executivo da SIM, a experiência permite observar soluções que podem servir de referência para o trabalho desenvolvido pela Instituição. “Boas práticas e novos conhecimentos que levamos conosco para continuar aprimorando a gestão e o cuidado na SIM”, afirma Abreu.

Da Atenção Primária à experiência do beneficiário

A programação abordou questões que fazem parte dos desafios atuais das autogestões: acompanhamento de condições crônicas, envelhecimento da população, identificação de beneficiários que precisam de atenção mais próxima, assistência domiciliar, integração entre serviços, modelos de remuneração, sustentabilidade e uso de dados para apoiar decisões.

A experiência do paciente também recebeu atenção específica. No HIBA, informações sobre acesso aos serviços, tempos de espera, comunicação e percepção dos usuários são acompanhadas e utilizadas para orientar mudanças nos processos. Na gestão da saúde populacional, a estratificação permite reconhecer diferentes perfis de risco e organizar o acompanhamento conforme as necessidades clínicas, sociais e familiares de cada pessoa.

As visitas técnicas complementaram as discussões. Os participantes conheceram áreas do Hospital Italiano e o Centro Médico Alberdi, observando na prática a organização da Atenção Primária, o planejamento de altas, a medicina domiciliar, a assistência a pacientes de maior complexidade e a integração entre diferentes pontos da rede.

Outro eixo da Imersão foi a relação entre qualidade assistencial e sustentabilidade. As discussões mostraram como acompanhamento contínuo, critérios técnicos, análise de resultados e melhor organização dos recursos podem contribuir simultaneamente para a saúde dos pacientes e para a sustentabilidade dos planos.

A programação foi encerrada com uma reflexão diretamente relacionada ao objetivo da experiência: identificar o que pode ser aprendido com o modelo do Hospital Italiano e, principalmente, o que pode ser adaptado à realidade das autogestões brasileiras. Atenção Primária, integração da rede, formação dos profissionais, produção científica, modelos de remuneração e compartilhamento de experiências estiveram entre os temas discutidos.

Para Abreu, esse intercâmbio ganha relevância quando o conhecimento adquirido pode ser analisado à luz das necessidades da própria população atendida pela SIM.

“Conhecer uma experiência internacional como a do Hospital Italiano permite comparar modelos, avaliar resultados e identificar práticas que possam contribuir com aquilo que a SIM já vem construindo. O mais importante é transformar essas referências em possibilidades concretas de melhorar a experiência e a saúde dos nossos beneficiários, respeitando a nossa realidade e as características da autogestão”, destaca.

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