Conheça o novo modelo de custeio

O novo modelo de custeio proposto, assim como já acontece no Plano SIM Família, destinado aos familiares agregados, visa à manutenção da SIM, haja vista que no modelo por faixa etária (contribuição per capita) existe um ajuste orgânico da contribuição decorrente das mudanças de idade, o que auxilia diretamente no equilíbrio do plano e minimiza os reajustes anuais, além de estar de acordo com as práticas adotadas pelo mercado de saúde suplementar.
Para tanto, o novo modelo exigiu o desenvolvimento de um novo produto, a ser registrado, intitulado Plano Novo SIM Saúde, que foi estruturado técnica e juridicamente para atender às mais recentes exigências da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e para adequar as práticas do setor de saúde, visando à precificação igualitária, pois, independentemente da renda percebida, os valores serão igualitários para todos os beneficiários (titulares e dependentes) em suas faixas etárias, mantendo condições muito mais baratas do que planos similares, em abrangência e cobertura, existentes no mercado. Além do novo modelo de contribuição por faixa etária, o Plano Novo SIM Saúde também terá alterações nas coparticipações, igualando estas às mesmas condições do nosso plano de agregados (Plano SIM Família), instituindo teto de coparticipação e extinguindo a 13ª contribuição.

Contribuição por faixa etária é padrão no mercado de saúde

A variação da contribuição por faixa etária é o padrão adotado há muitos anos pelo mercado de planos de saúde e regulamentado pela própria Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), sendo utilizado pelas operadoras comerciais, bem como pelas autogestões semelhantes à SIM.
Conforme já apresentado neste informativo, a necessidade da mudança na forma de custeio ficou evidenciada pelas avaliações técnicas/atuariais e pelos resultados financeiros que apontam a necessidade de revisões recorrentes dos percentuais de contribuições.
No modelo por percentual de remuneração, não há nenhuma variável referente à idade. A receita proveniente dos beneficiários com menor idade subsidia de forma exponencial parte do custo dos beneficiários com maior idade, o que resulta em contribuições muitas vezes mais onerosas para os mais jovens, bem como disparates entre beneficiários da mesma idade, que contribuem de maneira muito diferenciada por ter como referência a remuneração. No Plano SIM Saúde temos beneficiários titulares que contribuem com menos de R$ 100,00 e outros com mais de R$ 4.000,00, pois a contribuição incide sobre a remuneração percebida, o que provoca, inclusive, a evasão de beneficiários mais jovens e daqueles que mais contribuem financeiramente.
Nos últimos anos o Conselho Deliberativo da SIM, por meio de estudos técnicos e jurídicos, analisou diversos cenários e alternativas para a manutenção desse benefício que é tão importante para milhares de vidas, e a opção pelo modelo de custeio por faixa etária ficou demonstrada como a única alternativa de viabilidade da SIM. Segundo palavras da Rodarte Nogueira – Consultoria em Estatística e Atuária, “o modelo recomendado pelo Conselho Deliberativo é o que apresenta maior sustentabilidade técnica”.
Sabemos que haverá forte impacto em um número expressivo de beneficiários, mas as mudanças são inevitáveis, sob pena de termos a completa inviabilização do plano em curto prazo. Há muitos anos a situação financeira é instável e são recorrentes os resultados negativos. Ou se tomam medidas profundas, ou a SIM fará parte das estatísticas das operadoras que fecharam as suas portas.
Qualquer análise que se faça sobre a SIM deve considerar o seu histórico de 33 anos e a sua natureza sem fins lucrativos. Isso quer dizer que a entidade vive às suas próprias custas. As receitas são provenientes das contribuições dos beneficiários e das patrocinadoras, e estas contribuem apenas para os trabalhadores da ativa.

VEJA AQUI JORNAL ESPECIAL SOBRE O NOVO CUSTEIO COM TODAS AS INFORMAÇÕES