InícioDestaque1º de maio de 1986: o início de tudo

1º de maio de 1986: o início de tudo

O início da SIM, em 1986, reúne elementos que ajudam a compreender não apenas a origem da instituição, mas também os princípios que sustentam sua atuação até hoje: responsabilidade coletiva, decisões estruturais e compromisso com a sustentabilidade. Ao revisitar esse momento, é possível entender como escolhas feitas em um cenário de incerteza moldaram um modelo que permanece relevante. A seguir, o Diretor Executivo da SIM, Alfeu Luiz Abreu, compartilha essa trajetória.

Quando a coragem encontrou o coletivo

Existe um ditado popular que diz: “só vendo para crer”. Ele traduz o clima que antecedeu o início das operações do Plano de Saúde SIM, em 1º de maio de 1986.

Naquele momento, cerca de 25 mil vidas passariam a ser atendidas. A maioria não acessava consultas médicas por impossibilidade financeira. Os custos eram incompatíveis com a realidade dos bancários e a alternativa recorrente eram as filas do INAMPS — sistema que cumpriu seu papel histórico, mas distante do nível de estrutura e atendimento do atual SUS.

Havia ainda um fator crítico: a primeira contribuição foi cobrada apenas cinco dias antes do início das operações. A dúvida era inevitável: a arrecadação seria suficiente para sustentar o plano?

O risco era concreto. Existia, de um lado, uma demanda reprimida por atendimento médico; de outro, o receio de utilização excessiva já no início, comprometendo a sustentabilidade.

Foi nesse cenário que se revelou um diferencial decisivo.

Desde o primeiro momento, os beneficiários demonstraram consciência e responsabilidade no uso do plano. Não houve uso desordenado. Houve entendimento de que a sustentabilidade dependia do comportamento coletivo.

Esse comportamento, silencioso, foi determinante.

Também se destacou a postura dos gestores da época, que assumiram riscos e confiaram no modelo coletivo. A decisão exigiu convicção e clareza de propósito.

A SIM se consolidou a partir de valores consistentes: união, responsabilidade, solidariedade e confiança. Valores presentes entre os empregados do sistema financeiro catarinense e fundamentais para a construção do modelo.

Quarenta anos depois, o contexto é diferente e mais desafiador.

Em 1986, a idade média dos beneficiários era de 27 anos. Hoje, supera os 60 anos. Esse perfil exige um plano mais estruturado, com previsibilidade, qualidade assistencial e sustentabilidade.

Nesse cenário, a SIM mantém sua relevância.

Nos últimos anos, praticamos os menores reajustes entre as autogestões, mesmo diante do envelhecimento da carteira e da inflação médica. Esse resultado decorre de gestão rigorosa, decisões estruturais e compromisso com o coletivo.

Ao mesmo tempo, nos preparamos para o futuro. A RN nº 649/2025 abre a possibilidade de novas patrocinadoras, o que contribui para o equilíbrio da massa de beneficiários e redução da idade média — fator relevante para a sustentabilidade de longo prazo.

Outro elemento central dessa trajetória é o papel do empresariado catarinense.

O 1º de maio, além de marcar o início da SIM, é o Dia do Trabalho. A data reforça a importância do papel das empresas na promoção de condições adequadas para seus colaboradores.

O empresariado catarinense compreende que resultados dependem de pessoas. E pessoas dependem de saúde.

Investir em saúde é uma decisão econômica e social. Representa produtividade, continuidade e visão de longo prazo.

A SIM nasce dessa lógica.

O início, em 1986, não foi simples. Exigiu decisões firmes e responsabilidade coletiva. Esse mesmo compromisso sustenta a instituição até hoje.

Celebrar essa data é reconhecer o caminho percorrido e reafirmar a responsabilidade com o futuro.

Porque, desde o início, permanece a mesma premissa: sozinho, ninguém faz. É o conjunto que opera.

Alfeu Luiz Abreu
Diretor Executivo da SIM

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