4 de fevereiro – Dia Mundial do Câncer

Está fora dos planos de qualquer pessoa “ficar doente”, porém, ninguém está imune a isso. As doenças não escolhem classe, gênero, religião, nem cor. No entanto, quando uma pessoa é acometida por uma doença grave passa por uma crise, que pode gerar muito sofrimento.

O câncer é uma dessas doenças que causam grande impacto, pode colocar os indivíduos e seus familiares em condição de fragilidade desde o diagnóstico. Há dificuldades de lidar com a nova situação, principalmente devido aos estigmas. O estigma do câncer compromete as relações familiares, dificultando a fala sobre a doença, que fica cada vez mais difícil conforme seu avanço.

O processo da doença pode ocasionar privação do convívio social e segregação. Assim, o isolamento se dá pela vulnerabilidade física, mas pode ocorrer também através do olhar do outro. O olhar de pena, a dificuldade em lidar com a dor do outro, acaba afastando as pessoas.

Como mudar esse cenário?

As pessoas geralmente relatam que o que mais sentem falta é de serem olhadas como pessoas e não como uma doença. Talvez o melhor que possamos fazer pelo outro que está em sofrimento é abrir espaço para que ele possa ser ele mesmo.

Apesar do sofrimento, é possível sentir felicidade. O apoio emocional e psicológico aos pacientes por profissionais de saúde especializados, o apoio dos familiares, amigos e pessoas queridas, bem como o acesso aos recursos medicamentosos e aos direitos sociais, são essenciais neste processo, minimizando os impactos e potencializando seu enfrentamento.

 

Assistente social Andressa P. Clein Burin  CRESS 7720/12ª Região

Psicóloga Fabíola Guzzo – CRP 12/12558

 

Fontes:

INSTITUTO ONCOGUIA. Instituto Oncoguia lança Programa de Apoio ao Paciente com câncer. Disponível em: <http://www.oncoguia.org.br/conteudo/instituto-oncoguia-lanca-programa-de-apoio-ao-paciente-com-cancer/3/166/>. Acesso em: 18 jan. 2019.

 

SALLES, Silvana. Estigmas e tabus: por que o câncer de ontem não é o mesmo de hoje. Jornal da USP, 7 nov. 2018. Disponível em: <https://jornal.usp.br/ciencias/ciencias-humanas/estigmas-e-tabus-por-que-o-cancer-de-ontem-nao-e-o-mesmo-de-hoje/>. Acesso em: 18 jan, 2019.