
Celebrado em 26 de junho, o Dia Nacional do Diabetes tem como objetivo conscientizar a população sobre a prevenção, o diagnóstico precoce e o controle da doença. A data reforça a importância da informação e dos cuidados contínuos para reduzir o impacto do diabetes na saúde e contribuir para mais qualidade de vida.
O diabetes tipo 2 é uma doença crônica que ocorre quando o organismo apresenta resistência à ação da insulina ou não consegue produzi-la em quantidade suficiente para controlar os níveis de glicose no sangue. Embora fatores genéticos também influenciem seu desenvolvimento, a doença está frequentemente relacionada aos hábitos construídos ao longo da vida.
Alimentação inadequada, consumo excessivo de alimentos ultraprocessados e açúcares, sedentarismo, excesso de peso, hipertensão arterial, alterações do colesterol e histórico familiar estão entre os principais fatores associados ao diabetes tipo 2. Muitas vezes, essa condição começa a ser construída ainda na infância, por meio de hábitos que favorecem alterações metabólicas ao longo dos anos.
Uma doença que pode evoluir de forma silenciosa
Na maioria dos casos, o diabetes tipo 2 se desenvolve de forma gradual e pode permanecer sem diagnóstico por muitos anos. Como os sintomas nem sempre são percebidos logo no início, a realização de exames periódicos e o acompanhamento da saúde tornam-se fundamentais para a identificação precoce da doença. Veja os principais sinais que podem estar presentes:
- Sede excessiva;
- Aumento da frequência urinária;
- Fome constante;
- Cansaço frequente;
- Visão embaçada;
- Feridas de difícil cicatrização;
- Infecções recorrentes.
Pessoas com fatores de risco devem manter atenção especial e realizar acompanhamento regular com profissionais de saúde.
Complicações podem ser evitadas com acompanhamento adequado
Quando não tratado adequadamente, o diabetes pode causar complicações que afetam diferentes órgãos e sistemas do organismo. Entre as principais estão:
- Infarto agudo do miocárdio;
- Acidente vascular cerebral (AVC);
- Doença renal crônica;
- Perda da visão;
- Neuropatia diabética;
- Dificuldade de cicatrização;
- Infecções recorrentes.
O controle da glicemia, associado à adoção de hábitos saudáveis e ao acompanhamento médico regular, contribui para reduzir significativamente o risco dessas complicações.
Pé diabético: uma complicação que pode ser evitada
Uma das complicações mais importantes do diabetes tipo 2 é o pé diabético. O excesso de glicose no sangue pode causar danos aos nervos e à circulação sanguínea, reduzindo a sensibilidade dos pés. Como consequência, pequenos ferimentos, bolhas ou machucados podem passar despercebidos e evoluir para quadros mais graves. Sem os cuidados adequados, essas lesões podem causar:
- Feridas profundas;
- Infecções graves;
- Necrose dos tecidos;
- Internações prolongadas;
- Amputações.
Algumas medidas ajudam na prevenção e no controle do diabetes tipo 2:
- Manter o controle regular da glicemia;
- Adotar uma alimentação equilibrada;
- Praticar atividade física regularmente;
- Observar os pés diariamente;
- Utilizar calçados adequados;
- Manter a pele hidratada;
- Evitar andar descalço;
- Realizar acompanhamento periódico com profissionais de saúde.
O diabetes tipo 2 pode ser controlado. O diagnóstico precoce, a adesão ao tratamento e os cuidados diários contribuem para mais autonomia, bem-estar e qualidade de vida ao longo dos anos.
Este conteúdo foi elaborado com base em informações e diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), do Ministério da Saúde e da Organização Mundial da Saúde (OMS).
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